Por General Girão
Existem momentos na vida pública que vão muito além da política, dos discursos e das agendas institucionais. São encontros que revelam o verdadeiro sentido de servir às pessoas. Recentemente, vivi um desses momentos durante uma visita à Associação de Pais e Mães Atípicos da Maísa e Região (APMAM), na comunidade da Maísa, em Mossoró.
Durante um café da manhã com as mães da associação, fui surpreendido por um gesto que levarei para sempre na memória. O pequeno Jesus, filho da presidente da APMAM, Mara Oliveira, aproximou-se e me entregou uma cartinha escrita por ele.
Mara me contou que o filho, curioso, decidiu pesquisar sobre a minha história. Descobriu onde nasci, conheceu um pouco da minha trajetória no Exército Brasileiro e também do trabalho que hoje desenvolvo como deputado federal. O que mais despertou sua admiração foi justamente a carreira militar. “Ele foi pesquisar e encontrou muita coisa sua como militar. Foi isso que mais chamou a atenção dele”, contou Mara.

Ao ler a carta, encontrei palavras simples, sinceras e cheias de significado. Jesus fez questão de resumir, com o olhar puro de uma criança, um pouco da minha caminhada e ainda desenhou uma caricatura. Ao me entregar o desenho, disse com um sorriso: “Era para ser você”. Olhei para ele e respondi: “Mas parece comigo mesmo!”.
Naquele instante, lembrei-me imediatamente das palavras de Jesus Cristo: “Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino dos Céus” (Mateus 19:14). As crianças possuem uma capacidade única de enxergar as pessoas sem filtros, sem interesses e sem preconceitos. Sua sinceridade rompe qualquer protocolo e nos recorda aquilo que realmente importa. É um gesto quase que divino.
Ao final do encontro, Mara compartilhou uma reflexão que guardarei com muito carinho. Disse que, para ela e para aquelas famílias, mais importante do que o general da reserva ou o deputado federal é o Girão como pessoa: alguém que senta à mesa, escuta, conversa e demonstra interesse genuíno pelas pessoas.
Confesso que poucas palavras poderiam significar tanto. É esse reconhecimento humano que renova minhas forças e confirma que a vida pública precisa ser exercida com honestidade, respeito e sensibilidade. Apoiar iniciativas como a APMAM, que acolhe famílias e luta diariamente pela inclusão e pela dignidade das pessoas com deficiência, é uma missão que abraçamos com convicção.
Agradeço ao pequeno Jesus, à Mara Oliveira e a todas as mães da Maísa pelo carinho e pela acolhida. Gestos como esse nos lembram que, acima dos cargos, dos títulos e das funções que exercemos, o que permanece é a forma como tratamos as pessoas. É isso que dá verdadeiro sentido à caminhada e fortalece o compromisso de continuar trabalhando por quem mais precisa.