Por General Girão – Deputado Federal (PL-RN)
Durante anos, venderam ao brasileiro a ilusão da “simplificação”. A promessa era um sistema transparente e fácil. Na prática, a reforma tributária aprovada pela base do atual governo Lula da Silva revelou-se uma armadilha que agora, em 2026, deixa de ser discurso e começa a assombrar o sistema das empresas e o bolso de quem produz.
O próprio Ministério da Fazenda já confessou: teremos um dos maiores IVAs (Imposto sobre Valor Agregado) do mundo, que pode bater os absurdos 27%. A desculpa oficial é a “neutralidade”, mas a verdade matemática é uma só: para alguns manterem privilégios, outros vão pagar muito mais caro. Como nos alerta o profeta Isaías (10:1): “Ai dos que decretam leis injustas e redigem sentenças opressivas”. E o alvo principal dessa opressão já está definido: o setor de serviços, os profissionais liberais e quem está na ponta gerando emprego.
Até as micro e pequenas empresas, que deveriam ser protegidas, foram jogadas em um labirinto. Neste mês de setembro, pequenos empreendedores já estão sendo pressionados a decidir se continuam no Simples ou se entram num modelo híbrido confuso para tentar sobreviver às exigências dos novos impostos (IBS e CBS) em 2027. A tal “simplificação” virou um pesadelo burocrático.
Minha posição e minha consciência estão limpas. Votei NÃO à PEC 45 nos dois turnos e votei NÃO ao texto principal da regulamentação (PLP 68). O Brasil precisa urgentemente de uma reforma tributária, mas uma que corte os gastos do Estado e reduza impostos, e não um projeto feito para esfolar quem trabalha e sustentar a máquina pública.
O debate agora exige ação. Flávio Bolsonaro já deixou claro o caminho da direita: se eleito, vai propor a suspensão imediata da entrada em vigor das etapas dessa reforma por um ano. Precisamos de tempo para revisar esse desenho desastroso, reduzir a alíquota-padrão e cortar as excessivas exceções.
A pergunta que fica para o cidadão é muito simples: essa reforma está tornando o Estado mais eficiente para você, ou apenas criando novas formas de confiscar o seu dinheiro? Como bem definiu Winston Churchill: “Uma nação que tenta prosperar à base de impostos é como um homem de pé num balde tentando levantar-se puxando a própria alça”. Essa é a conta que faremos questão de abrir, combater e fiscalizar.